30 de outubro de 2010

Casa nova.... vida nova

Foram quatro anos neste espaço, contando acontece na minha vida, as mudanças, os desafios, os amores, os encontros e desencontro.

Foi por causa deste espaço aqui que conheci ele, o amor da minha vida, que me deu o presente mais lindo, e me faz uma mulher muito feliz!

E agora, tanto tempo depois, a vida toma novos rumos e estou de casa nova. Vocês me encontram no www.pritescaro.blogspot.com

Vou manter o "Satisfeito com a vida..." por algum tempo, para que possam saber do meu passado. Daqui pra frente, com os novos caminhos, vou contando aos poucos o que vou fazer e por onde estou.

21 de outubro de 2010

PSDB, PT e os jornalistas

A vida é engraçada.... em tempos de campanha eleitoral ela torna-se bizarra e vou dizer porquê.

Sou jornalista, mas não atuo em nenhum veículo há algum tempo. E, por conta disso, me sinto no direito de expressar minha opinião política, abrir meu voto e minha simpatia para este ou aquele candidato.

(pra quem não me segue no twitter e não sabe qual cor eu gosto, sou PSDB e voto Serra)

No twitter evitei ao máximo entrar em choque com os simpatizantes do partido adversário. Sempre trabalhei com política e sei os tipos de provocação e a linha que separa a educação e bom senso do respeito ao próximo é muito linha e frágil e pode quebrar a qualquer puxão mais forte.

No dia da votação do 1º turno, após os resultados começarem a apontar o 2º turno para presidente, me liberei, e declarei, abertamente, para quem foi e será meu voto. Sem ofender meus amigos que optaram pelo adversário. Ok, vivemos em uma democracia e, assim como eu gosto de ser respeitada, também respeito os outros.

E é justamente que entra o motivo deste meu desabafo no retorno ao blog. Meus amigos e simpatizantes do adversário não gostam da minha posição política pelo partido de centro – PSDB. Todos acham que, por ser jornalista, devo seguir o estereotipo da profissão: bicho grilo, radical de esquerda, filiado ao PT, comunista e apaixonado pelos companheiros.

Mas eu não sou. Tenho o direito de gostar do PSDB, não ser comunista e muito menos apaixonada pelos companheiros (sem todo aquele blá, blá, blá de vivermos em um país democrático e eu tenho o direito de escolher meu candidato..). E aceito meus amigos que gostam e querem seguir o estereotipo do jornalista. E respeito esses meus amigos que seguem o estereotipo de jornalista. Mas eu também gosto de ser respeitada... e também gosto de emitir minha opinião publicamente, seja no me blog, seja no meu twitter.

Nos EUA, as pessoas são democratas ou republicanas, exibem com orgulho as bandeiras de seus partidos, adesivos nos carros e camisetas pelos parques, sem serem importunadas. Lá, as pessoas são incentivadas a decidirem por este ou aquele partido político. Sem terem vergonha da sua opção. Aqui no Brasil não. Seus próprios amigos, por meio de redes sociais, comentários em blogs ou emails, fazem você sentir vergonha por ter escolhido este ou aquele partido, esta ou aquela bandeira, este ou aquele programa de governo.

Talvez seja por isso que o Brasil ainda é tão tacanho e está anos-luz atrás do desenvolvimento dos país de 1º mundo.

25 de agosto de 2010

Mudanças....

Quero reaparecer aqui.... tô com saudades de escrever e posso afirmar que minha vida não está menos louca do que quando parei de desabafar.

Mas sem mudar esse layout fica difícil.

Preciso me apaixonar novamente por aqui. Talvez uma mudança de ares ajude. Sinto falta, meu coração aperta.... quero mudar, quero movimento!!

Como faço? Alguma alma caridosa para meu auxiliar nessa mudança de layout? São poucas mudanças, de leve, nenhum grande projeto.

Serei uma pessoa muito mais feliz quando conseguir fazer.

30 de dezembro de 2009

Movimento

Tenho escrito pouco por aqui, pois a vida anda meio sem graça. Ser mãe em tempo integral não está sendo fácil pra mim. Às vezes acredito que não nasci para essa função, pois paciência  que preciso ter e que já me referi neste texto aqui, ainda me falta, e muito.

Sem contar que estou praticamente enlouquecendo com esse lance de viver uma vida dentro de quatro paredes (quer dizer, dentro de casa), sem vida externa. Muitas vezes sinto falta de uma conversa adulta de apenas dois minutos que seja. É por isso que estou meio sumida desse cantinho aqui, pois não sei se quero escrever apenas sobre maternidade, que é o único assunto que me ocupa há quase quatro meses.

Mesmo assim, espero não sumir por tanto tempo assim em 2010. Assim como quero voltar à minha vida quase normal (entenda-se trabalho, esposa, mãe e mulher), também quero que este espaço volte com mais temas, mais assuntos, mais idéias para dividir com todos.

Esse é meu principal desejo para 2010: uma vida com muito movimento. Quero voltar ao trabalho com gás total, terminar a pós-graduação, cuidar do meu filhote e do meu marido, e ainda encontrar um tempinho para estudar para o mestrado, fazer ginástica e me divertir com os amigos. Será que vou dar conta?

E é o que eu desejo para todos vocês que estão sempre aqui, acompanhando minhas histórias, uma vida com muito movimento, pois significa que estamos vivos e bem, felizes e com saúde para viver cada minuto do nosso dia repleto de atividades.

Feliz 2010 com muito, muito movimento para todos nós!

14 de dezembro de 2009

Cumplicidade de nós dois

Sempre quis ter um relacionamento no qual a cumplicidade fosse um dos fatores primordiais, além do amor, da paixão, do tesão e da sinceridade. Sempre acreditei que a cumplicidade é um dos elos que unem todo bom relacionament e o levam para um futuro em paz e tranquilidade.

Depois que encontrei o Má tive certeza que estava certa nesse meu pensamento. Que a cumplicidade faz toda a diferença quando se busca algo em comum entre duas pessoas que se amam. Conosco é assim. Temos nossas diferenças, cada um é de um jeito, gosta de coisas distintas, mas temos a nossa cumplicidade que nos guia nesse dia a dia de vida a dois.

Por cumplicidade eu entendo o jeito de um olhar para o outro quando algo está acontecendo, pensar a mesma coisa no mesmo tempo, iniciar uma frase e o outro terminar (sem ficar chato e piegas, é claro!), ter vontades e desejos parecidos, mas, acima de tudo, buscar algo para deixar o outro feliz, pois aquilo vai te deixar muito feliz também.

E com o Má é exatamente assim. A gente realmente se completa, mas sem sermos chatos ou melosos. A gente dá gargalhadas juntos, conversa muito, a gente troca dicas profissionais (dois jornalistas casados só pode dar nisso), torce um pelo outro, a gente briga, a gente brinca, a gente se entende. A gente tem cumplicidade um pelo outro. E tudo isso é muito, muito bom.

26 de novembro de 2009

Quem disse que era fácil

Bah, faz tempo que esse blog não é atualizado. Também, quem mandou eu querer ser uma mãe perfeita, uma dona de casa perfeita, uma profissional perfeita, uma esposa perfeita, e ainda, descansar, estar sempre linda e perfumada... algo tinha que ficar imperfeito. E é a vida virtual que está deixada de lado desde que Pietro chegou.

Mas a culpa não é do bichinho não que é a criatura mais linda desse mundo. A culpa é única e exclusivamente minha, que quero abraçar o mundo com as pernas (tipo menino maluquinho, sacas) e, como diz meu sogro L. Nei, sou sempre auto-suficiente (pior que ele tem t-o-d-a razão) e vou querendo fazer tudo, agradar a todos e vou me esquecendo, me deixando de lado.

Quem disse que ter filho era fácil? Ninguém, mas também ninguém me disse que era tão difícil, especialmente os primeiros meses. E é mais complicado ainda quando se é uma pessoa como eu, tão perfeccionista, tão neurótica e louca, que pensa besteira da hora que acorda até quando vai dormir (dormir, isso não me pertence mais!). Besteira do tipo: meu marido vai me deixar, pois estou gordinha. Mas aí me lembro que tenho um bebê de dois meses e meio em casa e é por isso que estou cheinha.... entendem o grau de loucura?

Bom, mas estou aqui para dizer que não abandonei este cantinho, só estou sem tempo livre para escrever com a frequência de antes e com a vontade de sempre. Espero conseguir organizar melhor a vida e passar aqui mais vezes, contar o que anda rolando na minha vida, isso se vocês não se importarem em ouvir histórias sobre fraldas, mamadas e afins do mundo que cerca uma mãe e um bebê de dois meses e meio.

6 de novembro de 2009

Quero ter um milhão de amigos…

Eu sempre quis ter muitos amigos. E teve uma fase da minha vida que eu estava rodeada de pessoas. Muitas pessoas, muitas turmas diferentes, vários programas com gente de diversas tribos. E eu adorava isso, essa agitação, essa não-rotina, essa badalação toda.

Mas hoje em dia essa realidade já não me pertence mais. E não é por causa do nascimento do Pietro não. Há algum tempo eu sinto que me afastei das pessoas e, quase não cultivo as poucas amizades que me sobraram.

Tá, vocês podem estar pensando que amigo verdadeiro e sincero a gente tem poucos. Sim, também concordo com isso, mas na fase que tinha vários conhecidos com quem me dava super bem, não achava ruim não… até gostava de estar cercada de pessoas diferentes, mesmo que não fossem aqueles amigos pra toda hora. Mas eram pessoas que deixavam a vida um pouco mais leve e divertida.

Acho que o mundo digital é em parte responsável por esse meu afastamento. Tudo é resolvido por email, o que torna essas relações mais frias e impessoais. Eu diria que essas amizades ficam mais acomodadas. É claro… é muito fácil escrever um único email e mandar para várias amigas, mudando apenas o nome para quem se envia. Para se ter uma idéia, todas as minhas amigas, sem exceção, conhecem o Pietro apenas por fotos enviadas por email. Fico triste com isso… me sinto mal comigo mesma.

Outro motivo para o afastmento (e aqui faço uma mea-culpa) é o casamento. Todo mundo sabe que quando estamos namorando (ou casadas, como no meu caso) nos afastamos dos amigos – pelo menos dos nossos amigos. A gente tem mais responsabilidades, faz programas a dois e acaba se distanciando mesmo…

Já no meu caso tem outro fator: mudei de cidade e de Estado e, por isso, acabei me afastando ainda mais das poucas amizades que ainda tinha. Resultado de tudo isso: me sinto culpada por não ter as amizades de antes. Fico tentando resgatar algo que já está perdido e que dificilmente voltará.

Mas será que o outro lado, as pessoas que eu considero minhas amigas, também não tem um pouco de responsabilidade nesse afastamento? Sempre que bate o remorso, a vontade de saber como essas pessoas estão, eu escrevo e peço notícias. Nem sempre as notícias chegam. E sempre sou eu que procuro… quase nunca sou procurada.

Esse post é um desabafo (sim, estou sem terapeuta há tempos). Será que sou chata? Será que sou tão insuportável assim para as pessoas não quererem(?) notícias minha? Ou será que isso acontece com todo mundo, o afastamento natural pelos motivos acima e só eu que fico me lamentando?

5 de novembro de 2009

Jueves

quinta-feira-0

Adoro as quintas-feiras. Não sei qual é o motivo especial, mas é um dia que me deixa feliz, me deixa em paz. E não é porque está próximo do final de semana não. Deve ser porque é sempre é um dia bonito, faça chuva ou faça sol, é sempre um dia especial pra mim.
Muitas coisas aconteceram na minha vida às quintas-feiras.
Os melhores programas que eu fazia com os amigos eram sempre nesse dia.
As melhores festas também.
As melhores recordações.
O Pietro ia nascer em uma quinta-feira (antecipou-se e nasceu em uma terça-feira, meu segundo dia preferido)
Ah, as quintas-feiras tem um cheiro de felicidade no ar, se é que felicidade tem cheiro. É aquele aroma bom, que invade a alma e faz a gente lembrar de como é bom ter recordações para lembrar.

E você tem um dia da semana que te deixa assim, leve e feliz?

3 de novembro de 2009

A vida tá pra lá de boa

Saudades desse cantinho aqui. A ausência, desta vez, é culpa da maternidade. Ser mãe ocupa um tempo danado. Meu dia, desde que Pietro nasceu, é organizada por ciclos de três horas, período que engloba mamada (cerca de uma hora), troca de fraldas, brincadeira e colocar o bebê para dormir. Quando termina essa rodada, falta menos de uma hora para ele acordar de novo e recomeçar tudo outra vez.

Mas não estou reclamando não. Como o título do post diz, a vida tá pra lá de boa. A cada dia que passa tenho descoberto mais e mais benesses da maternidade, o que me deixa muito feliz. Pietro tá crescendo, tá lindo e sou cada vez mais apaixonada por esse gurizinho lindo de morrer. Quer saber mais sobre esse homem que me deixa de boca aberta? É só acompanhar no www.pietrotescaro.blogspot.com
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Meus dias estão ganhando cores novas por causa da música. Estou me permitindo conhecer gente nova (que não é tão nova assim na labuta diária) e que tem me agradado, e muito!

Quer saber quem são?

- Ana Prada, uma uruguaia muito leve que canta e encanta. Ela que me apresentou e sou muy grata por essa boa indicação.

- Aline Calixto, uma mistura de Marisa Monte e Zélia Duncan (na minha modesta opinião) que vale a pena conferir. Samba da melhor qualidade

- Maria Gadú, que dispensa comentários por sua voz suave que não sai do meu celular/mp3.
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E desde a última quinta-feira estou em terras americanenses, na casa dos meus pais. No próximo domingo será o batizado do Pietro e como os padrinhos são meus irmãos e moram em Americana, estamos aqui, curtindo o calor escaldante que tem feito desde que chegamos.
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Uma colher de amor purinho
Um burburinho da manhã
Três dedos de leite quentinho
Um céu gigante, uma avelã
Um bem-me-quer, um sim, uma cereja
Um sonho ardente de hortelã
Três mil carinhos na bandeja
E um abraço de cachecol de lã

E lá fui eu
Pro caldeirão
E lá fui eu,
Todo enfeitiçado
Pro seu coração

Enfeitiçado – Aline Calixto

12 de outubro de 2009

Obrigada, mãe!

Ontem minha mãe, que passou um mês cuidando de mim e do Pietro, foi embora. Era ela que acordava nas madrugadas para me chamar, quando o pequeno estava chorando de fome ou dor e, depois que eu amamentava, ela o fazia dormir, tudo para que eu pudesse descansar ainda mais. Esses dias com ela aqui em casa deixaram a responsabilidade de cuidar de um bebê recém nascido menos árdua e mais leve, pois qualquer coisa eu podia gritar “Mãe, me socorre aqui”….

Estou chorando desde o início da semana passada, por saber que o dia de ontem estava chegando. E chegou rápido demais, sem dar tempo para que eu me preparasse para a despedida. Tá certo que estou exagerando e dramatizando um pouco, e que ela está apenas a 1,2 mil quilômetros de distância, no mesmo país, apenas três estados acima do meu, mas sou/estou sensível demais e preciso contar para vocês.

Quem me conhece sabe o quanto meus pais são importantes na minha vida. Eles são meu porto seguro e ficar longe deles e dos meus irmãos é a única coisa que me dói desde que escolhi viver com o Má em outro estado. Quando aceitei ficar com meu marido, não pensei que seria tão difícil ficar longe deles.... mas é bem dolorido. Só com essa separação é que pude compreender quando as pessoas dizem que a saudade dói. Sim, dói muito.

Sempre briguei muito com a minha mãe. Sempre tivemos nossas desavenças, nossas diferenças, mas, por incrível que pareça, somos idênticas. Somos parecidas em tudo, mesmo sendo diferentes. E, depois que engravidei, pude compreendê-la ainda melhor, pude entender a razão de muitas das atitudes dela ao longo da minha vida e me senti culpada por muita coisa que fiz e disse para ela, sem motivos ou razão.

Esse texto é um texto de agradecimento por ela ter cuidado de mim durante esses 30 dias com todo carinho e amor que uma mãe pode ter por seu filho. Mas é um texto de desculpas por tudo de ruim que eu fiz à ela, sem pensar, por não saber o quanto eu a magoaria.

Se pudesse voltar atrás, com certeza eu faria muita coisa diferente. Uma delas é dizer mais vezes o quanto eu a amo!

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